
A crise económica afecta tudo e todos (“Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”): os analistas dizem que despoleta o stress, a angústia e a depressão. Neste cenário, há irritabilidade nas relações, pessoais e profissionais.
Em todas as casas, aumentaram os chamados custos fixos e “briga-se” por uma lâmpada esquecida, acesa e inútil. Os presentes de Natal terão que ser registos e é complicado explicar isto aos miúdos, porque o marketing é muito apelativo e as crianças são muito volúveis. Cresceram com os Nintendos e as PS, não sabem brincar à carica (havia brinquedos de borla, alguém se lembra?) …
Nas empresas, a pressão por obter resultados e cumprir objectivos é terrível nesta época do ano, sobretudo agora, que a recessão (e não é psicológica, pelo menos para alguns…) obriga a reformulação do planeamento.
Talvez esta crise nos estimule o intelecto e a criatividade: que tal fazermos as nossas roupas ou transformar as antigas (ai, agora chama-se reciclar…esqueço-me sempre das modernices)? E voltar à comidinha caseira e tão apetitosa (a nossa, mediterrânica), sem toneladas de tempero super-chiques (e carissímos, sim, da loja Groumet do El Corte Inglês), que retiram todo o verdadeiro sabor? E andar a pé ou de transportes públicos (quando toda a gente ia de eléctrico para a escola e para o emprego), isso os portugueses não fazem, preferem cortar um braço, mas o carrinho ninguém lho tira (tá bem, a vida hoje é diferente, as pessoas vão morar para longe e ninguém está para se levantar às 5 h da manhã (não é nada bem) para apanhar o comboio; preferem depois passar horas nas entradas da capital…são opções!). E plantar vasinhos de salva e hortelã na varanda, em vez de pagarmos 1 euro por um pequeno raminho…
Em vez de nos queixarmos tanto, talvez fosse possível rever os nossos hábitos e construir um mundo melhor.
Em todas as casas, aumentaram os chamados custos fixos e “briga-se” por uma lâmpada esquecida, acesa e inútil. Os presentes de Natal terão que ser registos e é complicado explicar isto aos miúdos, porque o marketing é muito apelativo e as crianças são muito volúveis. Cresceram com os Nintendos e as PS, não sabem brincar à carica (havia brinquedos de borla, alguém se lembra?) …
Nas empresas, a pressão por obter resultados e cumprir objectivos é terrível nesta época do ano, sobretudo agora, que a recessão (e não é psicológica, pelo menos para alguns…) obriga a reformulação do planeamento.
Talvez esta crise nos estimule o intelecto e a criatividade: que tal fazermos as nossas roupas ou transformar as antigas (ai, agora chama-se reciclar…esqueço-me sempre das modernices)? E voltar à comidinha caseira e tão apetitosa (a nossa, mediterrânica), sem toneladas de tempero super-chiques (e carissímos, sim, da loja Groumet do El Corte Inglês), que retiram todo o verdadeiro sabor? E andar a pé ou de transportes públicos (quando toda a gente ia de eléctrico para a escola e para o emprego), isso os portugueses não fazem, preferem cortar um braço, mas o carrinho ninguém lho tira (tá bem, a vida hoje é diferente, as pessoas vão morar para longe e ninguém está para se levantar às 5 h da manhã (não é nada bem) para apanhar o comboio; preferem depois passar horas nas entradas da capital…são opções!). E plantar vasinhos de salva e hortelã na varanda, em vez de pagarmos 1 euro por um pequeno raminho…
Em vez de nos queixarmos tanto, talvez fosse possível rever os nossos hábitos e construir um mundo melhor.
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