
Neste período de reflexão, é presente a ideia que vivemos expostos numa montra da Rua Augusta: desde o momento em que nos levantamos até nos irmos deitar, a nossa vidinha é exposta ao conhecimento de absolutos anónimos. Senão, vejamos:
- Vou ao super-mercado, ao cabeleireiro, à bomba de gasolina ou ao restaurante, pago com Multibanco e a Banca tem conhecimento, com data e horas, além do montante despendido.
- Passo na portagem ou vou a estacionamentos próprios, fica o registo do identificador, com a matrícula associada, e, logo o proprietário, a Via Verde fica a saber quando e onde passei.
- Compro um telemóvel, tenho que dar fotocópia do BI, do Contribuinte e da Carta (ou outro documento comprovativo da morada) e a Operadora, em posse destes documentos, se quiser, fica a saber tudo sobre a minha vida.
- Viajo no Metro ou na Carris, passo o título de viagem e as Transportadoras ficam a saber para onde fui e quando.
- e a EMEL, quando apareceu (era o João Soares presidente da CML) que além do papelinho da Junta de Freguesia, comprovando que estávamos recenseados (ainda hoje não consigo perceber o que tem a ver o Estacionamento de Residentes com o Recenseamento, mas devo ser eu que sou muito estúpida), ainda queria fotocópia da escritura do imóvel?! E a EMEL tem que saber quanto custaram as nossas casas por ordem de quem?! Sou só eu a lembrar-me disto, não?
- e a Banca, quando vou fazer uma pequena aplicação, quer o recibo do salário para comprovar a minha função?! Como se eu fosse pedir um empréstimo, mas não, é o oposto, é fazer uma aplicação (também devo ser eu que sou muito estúpida e não percebo por que motivo o BdeP quer saber quanto ganho, quando vou apenas fazer um depósito). O que vale é que dei um cartão de visita e obriguei a aceitá-lo: tem o nome e dados da empresa, o meu nome e a minha função…só não tem o vencimento.
- As Edp, Gás e Epal sabem os meus hábitos pela hora e dia a que ocorrem os consumos…
E os exemplos são intermináveis, já nem menciono as câmaras de vigilância nos espaços comerciais, nas estradas, etc., mas não há qualquer direito à privacidade. Vivemos ou não num BB?!
- Vou ao super-mercado, ao cabeleireiro, à bomba de gasolina ou ao restaurante, pago com Multibanco e a Banca tem conhecimento, com data e horas, além do montante despendido.
- Passo na portagem ou vou a estacionamentos próprios, fica o registo do identificador, com a matrícula associada, e, logo o proprietário, a Via Verde fica a saber quando e onde passei.
- Compro um telemóvel, tenho que dar fotocópia do BI, do Contribuinte e da Carta (ou outro documento comprovativo da morada) e a Operadora, em posse destes documentos, se quiser, fica a saber tudo sobre a minha vida.
- Viajo no Metro ou na Carris, passo o título de viagem e as Transportadoras ficam a saber para onde fui e quando.
- e a EMEL, quando apareceu (era o João Soares presidente da CML) que além do papelinho da Junta de Freguesia, comprovando que estávamos recenseados (ainda hoje não consigo perceber o que tem a ver o Estacionamento de Residentes com o Recenseamento, mas devo ser eu que sou muito estúpida), ainda queria fotocópia da escritura do imóvel?! E a EMEL tem que saber quanto custaram as nossas casas por ordem de quem?! Sou só eu a lembrar-me disto, não?
- e a Banca, quando vou fazer uma pequena aplicação, quer o recibo do salário para comprovar a minha função?! Como se eu fosse pedir um empréstimo, mas não, é o oposto, é fazer uma aplicação (também devo ser eu que sou muito estúpida e não percebo por que motivo o BdeP quer saber quanto ganho, quando vou apenas fazer um depósito). O que vale é que dei um cartão de visita e obriguei a aceitá-lo: tem o nome e dados da empresa, o meu nome e a minha função…só não tem o vencimento.
- As Edp, Gás e Epal sabem os meus hábitos pela hora e dia a que ocorrem os consumos…
E os exemplos são intermináveis, já nem menciono as câmaras de vigilância nos espaços comerciais, nas estradas, etc., mas não há qualquer direito à privacidade. Vivemos ou não num BB?!
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