quarta-feira, 18 de março de 2009

Esta miúda de 22 anos



A Lindsay Lohan tem tudo o que é preciso, excepto juízo. Todos os dias é notícia, mas nunca pela positiva. Ora porque bebe, ora porque faz fitas com a namorada…Se fizesse fitas no cinema, ‘inda vá que não vá…não que seja boa actriz, ou se calhar nem actriz é, vimo-las naqueles filmes de adolescentes, típicos de sábado à tarde, na TVI. Só pode ser nestes registos, porque pouco passa de uma adolescente, sempre aliada a birras e escandaleiras. Que é gira, lá isso é, mas também péssima influência para milhares de jovens, que queriam ser como ela: loura, alta e magra.
Apesar de Lenny Kravitz defender há 20 anos que “We have to let love rule”, a maior parte das miúdas querem ser louras, altas e magras (vejamos o sucesso da Barbie, que já festejou 50 anos e a influência em quantas gerações). Ah, e eternamente jovens, já agora, se faz favor. As mulheres querem os impossíveis da vida, senão não tem interesse. Depois, há uma fase em que crescem, arrumam a Barbie num armário e ganham coragem para enfrentar o espelho. Não há um momento exacto para esta viragem: não tem a ver com a primeira taça de champagne, até pode ser com a última, nem como o primeiro cigarro, nem com os primeiros sapatos de salto alto, ou com a maternidade, não, não há um timming pré-determinado. Apenas acontece, simplesmente…ou não.
Este fim de tarde, no metro, cruzei-me com 4 garotas, talvez entre os 16 e os 17 anos e não pude deixar de esboçar um sorriso e as lembranças acudiram-me à mente: tal qual eu e as minhas amigas, há uns anos atrás. A mesma atitude, a roupa, as mochilas, os cabelos compridos, a mesma morenice traquina, de quem não tem pressa para chegar a amanhã. Talvez a única diferença é que nós não tínhamos telemóvel.

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