Parabéns , Rodrigo. Não costumo iniciar com elogios, mas esteve muito bem. E espero que mantenha a promessa...
Convidados neste debate:
- João Ribeiro Telles – Cavaleiro Tauromáquico
- Vítor Hugo Cardinali – Empresário Circo Cardinali
- Miguel Moutinho – Associação Animal
- Nuno Paixão – Médico Veterinário
- Carlos Pegado – Empresário Tauromáquico
- Maria Vieira – Actriz
Ficámos a saber que, tal como na Idade Média, em prol da Tradição, o sofrimento e a tortura são permitidos. Tradição foi a palavra mais banalmente entregue, para defender os interesses económicos do meio relacionado às Touradas e ao Circo. Apesar destes senhores acharem que gostam muito de animais. Pois sim, do dinheiro que lhe advém, tal como os chineses com as lutas de galos, de grilos e de tudo o que mexa…nem que seja uma folha tocada a vento.
A intervenção da criancinha imberbe, patética e mal educada de apelido Ribeiro Telles (que entrou bem, dado que reconheceu chegar atrasada ao debate…mas atrasada seria o termo para a definir, sem ofensa para ninguém) nem merece citação.
Gostaria de salientar a expressão de Cardinali, em tudo semelhante ao Monstro de Áustria, de sobrolho direito erguido, tal diferente do quase gentleman que nos visitava através da TVI aquando um programa de celebridades no Circo. Os disparates que proferiu foram todos encadeados uns nos outros, mas gostei, sobretudo, “do mandar buscar ração [ para os tigres] à Malveira, por causa das cólicas”. Sim, sim, porque com cólicas os animais não poderiam actuar no circo e isso daria prejuízo financeiro, não é por gostar dos animais. Apesar de este senhor, esta noite, se comportar como um bronco da pior espécie, quero querer que as pessoas ligadas ao circo não maltratam (muito) os animais, não porque gostem deles, mas porque são o seu ganha-pão…No entanto, é uma vida escravizada e de privação de liberdade e, sem dúvida, os tigres e os elefantes que Cardinali mencionou estariam muito melhor em reservas do que nas suas jaulas/atrelados de inox…
Na visão destes senhores, os Touros de Lide não sofrem dor, não sentem dor…concerteza, então não são de carne, osso, músculos e órgãos como nós e sangram com as estocadas porque não têm mais nada para fazer…mas dor não sentem.
Então, dado que o que nos difere dos animais é apenas a voz, que tal os senhores da Tauromaquias fazerem-no uns aos outros?! Uns ferros no cachaço não deve dar grande mossa. São tão valentes, a arte da lide, apregoam…sim, sim, a cavalo e de ferro na mão, grande coragem. Ò grandes cavaleiros, de casacas bordadas, façam como os forcados, vão lá de igual para igual, a pé e de mãos vazias, para verem o que é ter coragem!
Miguel Moutinho esteve muito bem, com firmeza e educação e Nuno Paixão, enfim, não esteve mal.
Respeitando todos os gostos e opiniões, a minha é esta e deverá ser respeitada: tem que haver uma evolução social e comportamental, só assim o crescimento económico será possível.
Fundamentalista, eu?! Nem por isso…
- João Ribeiro Telles – Cavaleiro Tauromáquico
- Vítor Hugo Cardinali – Empresário Circo Cardinali
- Miguel Moutinho – Associação Animal
- Nuno Paixão – Médico Veterinário
- Carlos Pegado – Empresário Tauromáquico
- Maria Vieira – Actriz
Ficámos a saber que, tal como na Idade Média, em prol da Tradição, o sofrimento e a tortura são permitidos. Tradição foi a palavra mais banalmente entregue, para defender os interesses económicos do meio relacionado às Touradas e ao Circo. Apesar destes senhores acharem que gostam muito de animais. Pois sim, do dinheiro que lhe advém, tal como os chineses com as lutas de galos, de grilos e de tudo o que mexa…nem que seja uma folha tocada a vento.
A intervenção da criancinha imberbe, patética e mal educada de apelido Ribeiro Telles (que entrou bem, dado que reconheceu chegar atrasada ao debate…mas atrasada seria o termo para a definir, sem ofensa para ninguém) nem merece citação.
Gostaria de salientar a expressão de Cardinali, em tudo semelhante ao Monstro de Áustria, de sobrolho direito erguido, tal diferente do quase gentleman que nos visitava através da TVI aquando um programa de celebridades no Circo. Os disparates que proferiu foram todos encadeados uns nos outros, mas gostei, sobretudo, “do mandar buscar ração [ para os tigres] à Malveira, por causa das cólicas”. Sim, sim, porque com cólicas os animais não poderiam actuar no circo e isso daria prejuízo financeiro, não é por gostar dos animais. Apesar de este senhor, esta noite, se comportar como um bronco da pior espécie, quero querer que as pessoas ligadas ao circo não maltratam (muito) os animais, não porque gostem deles, mas porque são o seu ganha-pão…No entanto, é uma vida escravizada e de privação de liberdade e, sem dúvida, os tigres e os elefantes que Cardinali mencionou estariam muito melhor em reservas do que nas suas jaulas/atrelados de inox…
Na visão destes senhores, os Touros de Lide não sofrem dor, não sentem dor…concerteza, então não são de carne, osso, músculos e órgãos como nós e sangram com as estocadas porque não têm mais nada para fazer…mas dor não sentem.
Então, dado que o que nos difere dos animais é apenas a voz, que tal os senhores da Tauromaquias fazerem-no uns aos outros?! Uns ferros no cachaço não deve dar grande mossa. São tão valentes, a arte da lide, apregoam…sim, sim, a cavalo e de ferro na mão, grande coragem. Ò grandes cavaleiros, de casacas bordadas, façam como os forcados, vão lá de igual para igual, a pé e de mãos vazias, para verem o que é ter coragem!
Miguel Moutinho esteve muito bem, com firmeza e educação e Nuno Paixão, enfim, não esteve mal.
Respeitando todos os gostos e opiniões, a minha é esta e deverá ser respeitada: tem que haver uma evolução social e comportamental, só assim o crescimento económico será possível.
Fundamentalista, eu?! Nem por isso…
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