"- Ando com chatices" - atiro, de vagar e de olhar vazio, na Pipoquinha, que corria em direcção aos pinheiros, enquanto acendo um cigarro e imediatamente sinto o olhar de F. aquecer-me a bochecha direita.
"- Em Vale de Loucos" - continuo, falando muuuito devagar [F. sabe que é mau sinal quando falo devagar e de olhar perdido...] - "descobriram agora a crise e querem poupar na farinha para gastar no farelo..." - prossigo, pensativa.
"- É a pressão psicológica. A ver quem resiste. Aguenta, que isso passa!"
Já resisti a tantas pressões, a tantos períodos negros. Tantas caras já passaram e as pedras basilares ficam. E ficam para quê?
Não me dou bem com pressão, nem com bajulação, nem com rejeição, nem com muitas coisas terminadas em "ão", excepto "cão". Não gosto de resistir, não gosto de guerras, frias nem quentes. E não sei se me apetece.
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