
Tornei-me numa pessoa de vistas curtas. Às vezes, não é sempre. O crescimento tem destas coisas, os dias transformam-se em anos, que se transformam naquilo a que chamamos vida. Ainda consigo sonhar, claro que sim, mas o acordar é cada vez mais amargo. Faço planos, alguns concretizo outros não, descubro todos os dias coisas que gosto e outras que não gosto, novas ou antigas. Olho as minhas crianças [e sei-as de cor…] e revejo a coerência, o amor infinito. Encaminho-me para o emprego e vejo-me perder, dia após dia, olho à volta e deparo-me com colegas, cheios de potencial, mas cujos dias são exactamente iguais há mais de uma década. E pergunto-lhes se não sentem frustração, respondem-me que todos deixamos passar os anos, e agora é tarde. Mas não é, não pode ser tarde, quando nos transforma em pessoas de vistas curtas.
Regresso a casa e reencontro-me.
Regresso a casa e reencontro-me.
Pensativa, eu?! Nem por isso...
1 comentário:
Pensar é bom. Faz-nos ficar mais lucidos sobre o que se passa á nossa volta.
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