quinta-feira, 23 de julho de 2009

À noite




A hora da última vez que levo a Pipoquinha à rua, antes de irmos dormir tem que ser programada com a rega automática do jardim. Isto significa que a Pipoquinha não gosta de molhar os pés [quem tem cães, sabe bem ao que me refiro…].

Enquanto damos a nossa voltinha denominada xixi-cama, observo alguns carros estacionados: têm mulheres, pela minha idade ou mais novas [mas não parecem, e não é a vaidade a falar, garanto…], que conversam, fumam e/ou retocam a maquiagem. Alguns metros acima, carros com 2 ou 3 homens, que devem fazer praticamente o mesmo [pronto, excepto a parte da maquiagem, ok?]. Em comum, devem comentar. “Olha aquela pindérica, a passear o cão…”. Em comum, fazem tempo para entrar na boite ali em frente ou no bar ali acima.
…Esperam pela hora H…
Normalmente e já em casa, vejo-os, quase em simultâneo, a saírem dos carros e encaminharem-se para esses locais. Parecem (?!) alegres, confiantes, bem dispostos…

Uma vez, comentei isto com F., que me respondeu, sem filosofias: “Vão pró engate, que pensas?”

…Penso que não compreendo as pessoas…porque acho que não quero.

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