
...chegaste. Estava difícil, foi duro. O dia, a semana.
Esta dor que me mantem [ainda] desperta, que me espeta as costas.
Para ajudar, a noite passada foi...passada mesmo: acordei [quase] sózinha. Ao longo da noite, todos me foram deixando, excepto o meu Amarelinho. Dei com F. a dormir no sofá, com a Pipoquinha ao lado, ao raiar da manhã. Que discuti, que me sentei na cama a barafustar e a discutir em voz muuuuito alta. Agitada, revirando-me. F. costuma dizer que falo mais a dormir que acordada...Não raras vezes, acordo com o som da pancada dos joelhos a baterem no chão de madeira [a ideia de ter umas grades na cama, como as dos bébés, já foi abordada algumas vezes - "Algum dia, ainda bates com a cabeça!"]
Não gostei de acordar [quase] sózinha. No escuro, o Amarelinho, como uma nuvem. Levantou a cabecinha, quando o acariciei. Gosto de tatear e, ainda a dormir, procurar o corpo dos meus amores...
Para me poder lembrar desse momento exacto ao longo do dia. Dele extraio Força.
2 comentários:
Pela sua descrição, "vi" a cena e não deixei de sorrir com a ternura que emana das suas palavras. Bj
E há com cada cena...Digna de uma longa metragem :-)
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