terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Outras Cenas



Vi “O Estranho Caso de Benjamin Button”, e é, de facto, mágico. Traz-nos pureza, espírito e sensações muito profundas sobre a eterna dualidade novo versus velho. Na realidade, começamos e acabamos a vida de fraldas e este percurso é apenas um intervalo naquilo que somos. E Brad Pitt e Cate Blachett têm química. Ah, parabéns à Caracterização, é um trabalho espantoso! Tudo Muito Bom!


Para chegar à sessão, atravessei ruas a correr, galguei escadas, caminhei rápido contra a chuva e o vento. Consigo chegar à bilheteira 3 minutos antes da sessão e deparo-me com 2 funcionárias e o projectista. Uma, estava ao telefone e os outros dois conversavam. Após 10 segundos de espera, atrevo-me a interromper a converseta e pergunto: “Alguém me pode vender um bilhete, pf, que a sessão está quase a começar…?” e pergunta-me o cavalheiro: “Que filme vai ver?”. De repente, o meu pequeno cérebro só registou a rejeição e pensei, num flash:” Oh, não, tanto corri e não vai haver filme”, respondendo-lhe timidamente, ao que o cavalheiro diz, tranquilo: “Ah, ainda falta, tem tempo!”. Pois saltou-me o grito agressivo:” Mas não foi o senhor que veio a correr, à chuva, para chegar antes da sessão, PORQUE DETESTO SER INCOMODADA COM OS ATRASADOS E NEM PENSAR EM CHEGAR ATRASADA E INCOMODAR QUEM ESTÁ SENTADO. E DEVIAM SER OS SENHORES A IMPOR REGRAS AO PÚBLICO, PARA OS ATRASADINHOS NÃO INCOMODAREM QUEM PAGOU O SEU BILHETE E NÃO QUER SER INCOMODADO. MAS QUAL QUÊ?!, É UMA FALTA DE RESPEITO, SÓ QUEREM É VENDER BILHETES…” E ia continuar, até que a pequena desligou o telefone e achou por bem vender-me o bilhete e despachar-me. Claro que quando entrei na sala, já as luzes estavam apagadas e decorriam as apresentações de filmes com a chancela de “Brevemente”. Sou só eu a indignar-me ou há, de facto, falta de respeito pelo público?

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