Olho de relance a noite através da janela e deparo-me com o meu reflexo no vidro: o cigarro incandescente, o cabelo escuro apanhado num rabo-de-cavalo (torto!), sem cabelos brancos e o rosto cansado, mas sem rugas. Sorrio ao meu próprio reflexo e é quase meia-noite. A hora mágica. A cidade ainda tem movimento, está frio e chuvisca. Sorriu à cidade que me viu nascer, não há outra mais bela, aqui sinto-me em casa. A miudagem dorme. Em segurança. Daqui a poucas horas, recomeço.
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