segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Gatilhos emocionais



O que me faz disparar em todas as direcções?! Infelizmente, grande parte dos feitos dos “outros”, mas sobretudo aquilo a que chamo:
- Discriminação, ou, se preferirem injustiça de Direitos, o “uns podem, outros não”, o “filhos e enteados”
- Prepotência, o “é assim porque eu quero!”
Considerando-me algo intolerante (oops, ninguém é perfeito(a)), a tirania tira-me do sério. E ela cerca-nos, sobretudo nas “pequenas autoridades”:
- o motorista da Carris que, ainda parado na paragem, mas que já fechou a porta da frente, não a reabre, apesar de ver a idosa a correr pela rua abaixo, acenando freneticamente com o guarda-chuva e as pessoas na paragem batem no vidro, gritando: “Espere um bocadinho”. E se o senhor reabre a porta, muito contrariado, resmunga: “E se fosse o Metro?! Também voltava a abrir a porta?”, e a malta na paragem, em sussurro. “Se fosse uma gaija boa, já abria a porta”…
- o funcionário da EMEL que cinta a viatura e chama o reboque, não obstante os apelos do proprietário: “Não reboque o carro, eu pago o que tiver que ser, mas não o leve pra…”
- o subcontratado da PT que deve verificar umas ligações no prédio ali em frente e, para o efeito, veda o trânsito na rua porque “temos aqui a viatura de serviço, a escada e as malas de ferramentas, vá dar a volta ali por cima, ò…”
- o condutor da viatura atrás, que buzina desalmadamente se o 1º carro não arranca ao 1º instante do semáforo verde, acompanhado de: “anda lá com essa m***, ò idiota!”
- os supervisores de título de transporte do Metro, que encurralam os passageiros ao cimo da estação do Marquês de Pombal, como se estivessem a ferrar o gado.
- o cidadão que cospe e urina nas ruas da cidade, mas mal vê um canídeo, rosna: “mais um para c**** no passeio…”
Eis algumas das minhas intolerâncias perante o despotismo e a discriminação.

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