
Ao passear por blogs, deparo-me diversas vezes com posts de agradecimentos generalizados, dedicados “aos que me desejaram as melhoras”, “ao que me desejaram Bom Natal e Bom Ano”, “aos que me ajudaram a…”
Ora bem, considero que cada carta, tem a merecida resposta, personalizada. É de boa educação. E com os posts, deveríamos agir da mesma forma. Se os meus amigos e familiares me enviarem sms ou mails de parabéns, respondo 1 a 1, consoante o grau de proximidade. Não envio uma sms ou um mail “geral” para todos que se lembraram de mim. E o mesmo se aplica aos exemplos acima citados e a outros casos. Se alguém me telefonar para saber se eu estou melhor da constipação, não respondo dizendo: “Já te envio um mail a explicar tudo”… Não, vou explicando que me sinto melhor (agradecendo, já agora, a atenção), que a tosse já está a passar, as dores de corpo também, etc por ai fora…Ou não é assim?!
Às vezes, (ainda) fico parva com o que me rodeia, caramba! Há coisa intemporais, e a educação é uma delas: se alguém, nos tempos que correm, se lembra de nós, se se interessa pelo nosso bem-estar, TEMOS a obrigação de AGRADECER sinceramente a essa pessoa, de forma pessoal e expressar o nosso agradecimento público. Nem que seja através da blogsfera.
E então quando a justificação é “por falta de tempo, aproveito agora para a agradecer a todos que…” tira-me do sério! O tempo é o que fazemos com ele. Em última instância, rouba-se ao soninho. Mas que ninguém me diga “ah, não te tenho ligado porque não tenho tido tempo, sabes como é…”. Pois, que me digam “não me apeteceu”, “não tive disposição”, aceito tudo (eu própria, algumas vezes, também não tenho disposição para e isso não signifique que não ame de paixão determinada pessoa), menos a abençoada “falta de tempo” e dá-me logo vontade de disparar: “Mas para dormir, tiveste tempo, não foi?”. No entanto, a boa educação de que falámos, impede-me de pronunciar tais palavras e limito-me a esboçar um sorriso amarelo e pensar com os meus botões “Pois, não passo duma porcaria, porque para ires aos saldos já tiveste tempo…” e tomo mais uma Pastilha do Cinismo.
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