Na Sic , uma vez mais, Rodrigo Guedes de Carvalho introduziu brilhantemente o programa: estamos a falar de pessoas, de pessoas que maltratam, que abandonam, que matam, sem punição.
Para variar, o Estado defendeu o Estado: as representantes da DGV e dos Canis/Gatis Municipais defenderam a PSP e a GNR. Debitaram legislação, em conjunto com o jurista presente (a mesma Lei que não defende pessoas, quando irá defender os animais?!), as Associações representadas podiam ter afirmado muito mais, dado que têm contacto diário com o flagelo no terreno, um caçador que disse adorar animais [gostava de lhe perguntar "se os ama tanto, porque os mata?! Fizeram-lhe algum mal ou existem apenas para se divertir a abatê-los há 34 anos?!"] e, mais uma vez, a presença magnífica de Miguel Moutinho, da Associação ANIMAL.
O público ficou esclarecido que um animal, ao invés de um grande amigo, é uma coisa, desprovida de sentimentos e direitos, de que se dispõe a bel-prazer, impunemente.
Para variar, o Estado defendeu o Estado: as representantes da DGV e dos Canis/Gatis Municipais defenderam a PSP e a GNR. Debitaram legislação, em conjunto com o jurista presente (a mesma Lei que não defende pessoas, quando irá defender os animais?!), as Associações representadas podiam ter afirmado muito mais, dado que têm contacto diário com o flagelo no terreno, um caçador que disse adorar animais [gostava de lhe perguntar "se os ama tanto, porque os mata?! Fizeram-lhe algum mal ou existem apenas para se divertir a abatê-los há 34 anos?!"] e, mais uma vez, a presença magnífica de Miguel Moutinho, da Associação ANIMAL.
O público ficou esclarecido que um animal, ao invés de um grande amigo, é uma coisa, desprovida de sentimentos e direitos, de que se dispõe a bel-prazer, impunemente.
De destacar também a moderação acutilante de Rodrigo Guedes de Carvalho, simplesmente fantástica.
Em vésperas de outro Verão, em que milhares de animais, sobretudo cães [como referido, incomodam mais nas férias dos portugueses], são abandonados à sua triste sorte, sem que os responsáveis sejam punidos.
Enfim, mais do mesmo!
Quem sabe, um dia, a cidadania e respeito ao próximo não sejam apenas vãs palavras e possamos educar este povo, tão deseducado, tão desrespeitoso, tão degradante em que nos tornámos.
Tenho o prazer e o privilégio de assistir a este programa (e a outros) com os meus amigos, as minhas crianças ao colo ou encostadas em mim, felizes, bem nutridas, com excesso de amor e carinho.
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