O beijo na mão é a carícia mais bonita que há. Não o beija-mão protocolar, nem o maternal para “passar o dói-dói”. Não, esse beijo que me depositas na mão. Este é o momento de grande intimidade, que pode ser em qualquer lugar público, mesmo quando estamos acompanhados de outras pessoas, no seguimento de um comentário, geral ou mais intimista, e, num gesto discreto, procuras a minha mão, elevando-a aos lábios, um beijo leve, mas pleno de significado, em sinal de cumplicidade e concordância, respondido por um leve roçar de dedos no teu queixo. Ou um leve aflorar da pele fina do meu pulso. Em que os meus dedos ganham vida e acaricio o teu rosto, sorrio e beijo-te a fase, segredando-te um disparate qualquer…
Gosto de carícias discretas e sensuais, que me fazem sorrir.
Gosto de carícias discretas e sensuais, que me fazem sorrir.

Porque é sábado, porque é Primavera, porque chove lá fora, lembrei-me…
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