sábado, 23 de maio de 2009

Não concordo inteiramente

Tenho andado a matutar neste tema tema há 2 dias [ultimamente, “matuto” demasiado em tudo…pareço funcionária da Matutano…ainda existe esta empresa?!] – a esterilização obrigatória. Percebi agora que aquilo com que não concordo é com a palavra “obrigatória”, sou um bocadinho avessa a tudo que é obrigação. Acho que as pessoas devem sentir o sentido do dever (passo o pleonasmo) e não porque é obrigatório…mas isso é outra conversa.
Não gosto de criadores: pessoas que sujeitam os seus animais a gestações em cima umas das outras para obter lucro, nem pensar. Vender bebés é coisa que me tira do sério (o meu amigo PR diz-me sempre que, quando as pessoas desembolsam dinheiro, valorizam mais os cachorros/gatinhos) e depois aquela obsessão do pedigee, da cor castanha-avelã, azul-prata e da cor rai’q’o parta também não é comigo.
Eu gostava de ser Criadora, à séria, ie, poder criar todas as crias que os meus filhinhos tivessem, mas isso seria impossível…portanto, por cá, está tudo esterilizado, excepto a Pipoquinha. Não foi ainda por vários motivos: gostaria de ficar uma semana com ela no pós-operatório, a cirurgia, tal como as nossas quando planeadas, deverá ocorrer no Outono/Inverno, porque reduz o risco de infecções; porque irá (?) aumentar de peso e roliça já ela é…Não sinto que sofra quando está com a maluqueira, rejeita os outros cães e quando a querem cheirar, senta-se, atitude que tem sempre que a querem cheirar. Não deixamos aproximar os cães, o que faz com que nem sintam o cheiro hormonal, e não me parece que sofram, porque vão-se embora indiferentes, portanto, até agora temos levado bem a situação.
Compreendo que a esterilização obrigatória iria reduzir bastante a população errante, as ninhadas indesejadas (soube que há 2 semanas deixaram um caixote com 8 recém-nascidos à porta de uma Clínica, felizmente ou não, esta semana já só havia 2 meninas) e a vida das Associações bastante facilitada, mas haverá sempre abandonos, por parte de caçadores e criadores, quando não obtêm o desejado lucro de um animal.
Defendo que a esterilização deveria ser fortemente recomendada e acessível (até mesmo gratuita, se me permitem) aos donos dos cães, mas obrigatória não. Defendo na educação das pessoas, a amarem os seus animais, a compreendê-los, a estimarem-nos.
Concordo que a esterilização é boa para a saúde, sobretudo no feminino, concordo com muita coisa, excepto com o “Obrigatório”, tal como não concordo em absoluto que o seja nas ditas Raças Perigosas, conheço várias cachorras dessas ditas raças (mais uma maluquice que inventaram, claro) que são mais meigas e mansas que um lulu e conheço caniches que mordem em tudo quanto mexe. Confesso que nunca me passaria pela cabeça ter um cão que mordesse, fosse no que fosse, mas, enfim, isto sou eu, que não me considero Deus nenhum por proporcionar o melhor que posso e o melhor que tenho aos meus meninos, a todos, incluindo ao Sacha, o porquinho da Índia que veio cá passar 15 dias enquanto os donos foram ao Brasil, e já faz 4 anos que vive connosco, em alegre harmonia, super meigo e civilizado. Ah, é verdade, o Sasha não está esterilizado…

3 comentários:

Anónimo disse...

Também eu não concordo com a obrigatoriedade da esterilização, não só porque não me agrada a obrigatoriedade mas, principalmente, porque penso que provocaria mais danos que benefícios. Fora isso, sou absolutamente a favor da esterilização.
A Casa do Pinhal

Anónimo disse...

Nós somos os promotores da ideia.
Nós somos a favor da palavra obrigatória,
E porque.
Porque temos centenas de milhares animais na rua a sofrer.
Porque a lei actual já promove a esterilização e diz que os Municípios deviam de promover a esterilização e também fazê-la nos canis municipais. E por essa lei não ter a palavra obrigatória, chegamos ao ponto que estamos hoje.

Ana Alvarenga disse...

Esterilização Obrigatória, obrigada, parece que não creditei devidamente a vossa ideia. No entanto, insisto que o bem-estar animal passa pela educação, pelo amor e bem querer; á semelhança de outros países.
Casa do Pinhal, acredito que ámbas saibamos quando a esterilização é imperiosa ou quando não é...
Agradeço a ambos o esclarecimento e a participação.