
A manhã nem sequer pensava em amanhecer ainda. Noite profunda, pura e doce. Amena e suave como se quer. No escuro, o meu vestido preferido [branco, para te iluminar], com sandálias brancas, bordadas, para que lembrar que o Verão está no fim.
No instante antes de entrar no cavalo-alado, que me conduziria à cidade, provoquei:
- "'Bora lá?" - e só o silêncio me respondeu. E, insisti, provocadora: "Nem mereço uma resposta...Anda dai, traz a gata."
A resposta fez-se tardar, mas veio [diria que do fundo], num sussuro: "Ia já." E guardo a última imagem [até quando outra vez?], de negro, total, envolto na noite negra...e ao lado, a gata branca.
2 comentários:
Simples. Gostei.
Este texto tem "tudo" em muito poucas palavras. Simples, conciso e rico em conteúdo.
Bjis
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