domingo, 5 de junho de 2011
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Conversas soltas #5

F. e eu partilhamos a mesma escolha partidária. Desde sempre.
Ambos sempre fomos deste partido. F. é militante desde a juventude. Eu não sou.
F. conhece [bem] algumas personalidades políticas. Eu pertenço às massas.
Parece edílico? Mas não é!
Por cá, a Campanha para as Autárquicas têm gerado muita discussão… e não é a primeira vez que acontece. É [só] um dejá vu antigo.
Mas, hoje, na abertura do noticiário, não pudemos deixar de rir…rir às gargalhadas com as imagens projectadas [F. olhou para mim, com um olhar que dizia: “Eu não te digo que o tipo é parvo…” e eu apenas agarrada à barriga, de tanto rir].
Mas, mesmo assim, vou votar neste candidato, porque não se julga um homem por uma só acção!
Por cá, é normal passarmos noites em claro, a discutir aspectos em que, mesmo partilhados, encontramos sempre pontos de discórdia…coisas da vida!
domingo, 27 de setembro de 2009
E nós...?
Fomos todos votar?! Não vou repetir a importância da Escolha, da Opção...
É que depois...não se queixem!
Que seja o Povo a escolher...isso é a Democracia.
Pelas 10 h, exerci o meu Dever...numa manhã de nevoeiro, não esperei encontrar o D. Sebastião [há muito que disso desisti...]. Na Secção de voto, os elementos da mesa dirigem-me o olhar enquanto aguardo à porta. Um deles, olha-me e sorri. Oops, estou vestida com a cor do meu partido...Oops outra vez, com direito a fitinha no cabelo, o que me transforma numa Alice no País das Maravilhas [mas em tamanho XXL]...
Oops, foi sem querer?! Nada disso, foi propositado...
E utilizei a minha caneta, não por causa do vírus H1N1, mas por causa das falsificações...
Desconfiada, eu?! Nem por isso...
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O Porshe também anda devagar

Pedro Couceiro dispensa apresentações e nem precisou de fazer ronha…Na corrida pela cidade, não me surpreende que ganhe a bicicleta…
O Metro é, por excelência, o meio de transporte mais fiável, mais confortável e mais rápido…e não precisa destas fantochadas para o provar.
Enfim, mais do mesmo…
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A solidão do poder

Como me sentiria eu se tivesse que demitir um amigo, um companheiro de 25 anos?
Se tivesse que expulsá-lo da minha vida, do meu coração?
Por …traição, deslealdade, enganos? Não sabemos, o certo é que houve um afastamento [nem que seja fictício, mas houve!] …
É como se a nossa amiga, a quem confiamos todos os nossos segredos, aquela cujo ombro está sempre disponível para as nossas lágrimas andasse a dormir com nosso companheiro?!
É como se o nosso amigo, aquele, desde as carteiras da Primária, com quem brigámos, andámos à tareia, às fisgas até hoje andasse enrolado com a nossa namorada?!
É como se a nossa irmã, que amamos desde que nasceu, nos roubasse o emprego?!
É como se…
Eu não sei como é [felizmente!], mas calculo que me deixasse arrasada…e só!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
As previsões, as sondagens, as legislativas…e nós

A uma semana das Eleições, é com surpresa que recebo a notícia de existirem 15% indecisos nas suas intenções de voto.
É [muito] importante votar. Dizer que é um Dever é um cliché.
Voto porque, como alguém disse, a Democracia em Portugal está “constipada” e este resfriado arrasta-se, arrasta-se [poderia dizer “E dura, dura…”, numa fácil alusão às famosas pilhas do coelhinho de tambor, mas além de ninguém pagar a publicidade, é a terminação de uma palavra que abomino: Ditadura. Abomino-a, seja de Esquerda, seja de Direita].
Exerço o meu Dever de voto em homenagem às pessoas, sobretudo mulheres [e alguns homens, decerto] que muito lutaram para que eu hoje possa votar. Para que eu possa circular livremente pelas ruas. Para que eu possa ausentar-me do país, sem autorização de uma homem [pai, irmão ou marido]. Para que eu possa vestir calças se me apetecer. Para que eu possa ter bens [casa, carro e outros] em meu nome. Para que eu possa casar com quem quero. Para que eu possa trabalhar e ganhar o meu sustento, sem dar contas a ninguém e geri-lo como me apetecer. E por muitas, muitas outras coisas.
Enfim, eu voto, porque sou um ser livre e pensante, capaz de tomar decisões [nem sempre acertadas, mas isso será outro capítulo, ie, outro post…].
Eu voto para poder refilar depois: se não ganha o partido da minha simpatia, é fácil, “Ah, eu não votei neles!”. Se o contrário acontece e não são bem sucedidos: “Ah, coitados, eles bem querem fazer, mas a Oposição não deixa…”
Portanto, está à espera de quê?!
Por si, Vote.
Vote em quem quiser e pelos motivos que lhe apetecer, mas Vote.
Levante o rabiosque do sofá, deixe a Playstation ou a net e vá votar. Talvez encontre algumas pessoas, conhecidas ou não, talvez dê dois dedos de conversa com um(a) desconhecido(a), talvez tropece numa casca de banana [mas só depois de ter votado, ok?, até lá, veja onde põe os pés, se faz favor], sacuda a inércia, esta apatia que nos ensombra e Vote.
Se não for pedir demais…claro!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Os portugueses (não) votaram
A abstenção obteve a maioria, mas é um consolo ouvir os políticos, unânimes:
- Foi uma vitória
- Foi uma grande vitória
- Foi a vitória da democracia
Em eleições, hão-de reparar, nunca ninguém perde, não sei como é que fazem. Perdem os portugueses: a paciência, o poder de compra, o emprego, a segurança e estabilidade, a saúde, a escolaridade...
domingo, 7 de junho de 2009
Sunday, morning Sunday

(…) Pelas 8:20 h a.m., dirijo-me à escola onde voto [a escola que frequentei, em tempos idos], nos breves passos que me distam, o ar fresco arrefece-me as pernas e penso, penso que desde que me conheço que voto no mesmo partido.
Sou uma pessoa de convicções, acho, ou, como prefiro, sou fiel como um cão rafeiro, sou para toda a vida. O meu partido já teve tantos liders que é com dificuldade que recordo os seus nomes, já foi governo, já esteve na oposição, já fez coligações, já avançou sózinho...
Eles mudam tanto e eu sou a mesma.
Nota: Parabéns ao BE pelo excelente e justo resultado obtido.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Eleições Europeias?
O problema é que os cidadãos, na altura das eleições europeias, costumam fazer férias da democracia. Quase seis milhões de pessoas votaram nas últimas legislativas, mas apenas cerca de três milhões foram às urnas nas últimas europeias. Ou as agências de viagens oferecem pacotes menos apelativos nos fins-de-semana das eleições nacionais, ou os portugueses não se interessam especialmente pelas eleições europeias - o que não deixa de ser uma atitude estranha. A opinião geral dos cidadãos sobre os políticos é má, pelo que não se compreende que desdenhem da oportunidade de mandar 24 deles lá para fora. Quando se esperava que houvesse longas filas à porta das secções de voto, os portugueses preferem ficar em casa. Vá lá uma pessoa compreender o eleitorado."

O RAP afirma, com muito humor, o que o comum do cidadão pensa: ai eles arranjam um empreguinho em Bruxelas e à nossa conta. Infelizmente, a abstenção, que nunca defendi, é a única forma da classe política se aperceber da falta de confiança dos portugueses. E insiste em não querer ver o desprendimento e indiferença que lhe votam, não votando em eleições.
De férias ou a trabalhar, os portugueses não comparecem às mesas de voto apenas porque estão fartos de mentiras, de promessas e de umbiguismo.
