terça-feira, 19 de maio de 2009

Não entendo as pessoas

Sinto-me o verdadeiro ET. Cada vez mais desajustada num mundo que não me pertence, que não quero e, às vezes, não reconheço. Coisas que me tiram do sério tenho algumas, infelizmente…gosto muito de ovelhinhas, das verdadeiras, mas não sou nenhuma delas. Lamento.
A total ausência de um mínimo de educação tira-me do sério, realmente. Se cedo passagem a outra pessoa (mais nova, mais velha, homem ou senhora), confesso que espero um sinal de reconhecimento, que pode ser em forma de “obrigada(o)”, num sorriso tímido ou um simples aceno de cabeça. Mesmo que seja a minha obrigação, como no caso das passadeiras.
Engalinho se me tomam por parva e passam despudoradamente à minha frente: nas escadas rolantes, na fila do supermercado, onde for, ignorando a minha presença, como se de um verme se tratasse. Cedo com facilidade, se me abordarem educadamente, alegando presa ou cansaço, desde que me pareça coerente (não, não é coerente ir ao supermercado às 8 h da noite buscar um pacote de bolachas e tentar furar, sobretudo pessoas reformadas, que tiveram o dia todo e eu estou fora de casa há mais de 12 horas e vou carregada de compras…).
Os abusos e falta de educação perseguem-me, mas nunca me habituarei…

Intransigente, eu?! Nem por isso…

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